Alcaçuz

O alcaçuz contém diversas substâncias medicinais terapêuticas. Seu sabor extremamente doce faz do alcaçuz um aditivo ideal para disfarçar o gosto de outros remédios e ervas desagradáveis ao paladar. De suas raízes extrai-se um suco que é vendido comercialmente com vários tamanhos e formas diversas. No Brasil, costuma-se dar às crianças uma raiz de alcaçuz em forma de chupeta, para aliviar as gengivas inflamadas.

Nome Científico:

Glycyrrhiza glabra

Nomes botânicos:

Periandra mediterranea (Vell.) Taub., Glycyrrhiza mediterranea Vell., Periandra angulata Benth., Periandra angustifolia Benth., Periandra dulcis Mart. ex Benth.

Nomes Farmacêuticos:

Radix glycyrrhizae.

Partes usadas:

Raiz.

Composição Química:

A erva contém uma mistura complexa de saponinas triterpênicas, sendo a mais abundante a glicirrizina, um diglicuronídio do ácido glicirrético. A glicirrizina (ácido glicirrízico ou glicirrizínico) é um glicosídio doce que se encontra no alcaçuz sob a forma de sais de potássio, cálcio e magnésio solúveis em água. Na droga, foram encontrados de 20 a 25 triterpenos estruturalmente correlacionados, muitos já identificados, também esteroides com ação estrogênica além de um princípio amargo. A cor amarela das raízes é devida a presença de diferentes flavonoides, pertencentes à classe das flavonas, chalconas e isoflavonoides, alguns dos quais em forma glicosídica. São citados ainda derivados do grupo dos coumestanos, cumarinas e outros constituintes. Contém ácido glicirrético – (ácido glicirretínico, ácido uralênico, biosone, enoxolone) com teor de 3 a 12% nas raízes.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: afecções gástricas, prisão de ventre, acidez, dor abdominal aguda, laringite, remove muco estomacal, hiperacidez, úlcera do duodeno, alivia inflamações intestinais.
Sistema Urinário e Genital: catarro na bexiga, dificuldade de urinar, menopausa, TPM, regula o ciclo menstrual.
Sistema Hepático: hepatite C, cálculos, transtornos biliares, congestão hepática.
Sistema Respiratório: afecções pulmonares, faringites, bronquite, catarro nos pulmões, rouquidão, dispneia, dor de garganta, tosse seca, retira muco dos pulmões.
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: inibidor dos íons de cálcio, gota, inchaço, reduz gordura do sangue, purificador do sangue, limpeza das artérias.
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: herpes zoster, resfriado, para estresse e exaustão, incrementa o fluido cérebro-espinhal, nutre o cérebro, estimula produção de cortisol (substituindo a utilização de corticóide), estimula produção de líquido encéfalo-craniano (líquor).
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: espasmo, relaxante muscular, fibromialgia.
Sistema Renal: cálculos.
Outros distúrbios: harmoniza fórmulas com diversas plantas, conjuntivite, inflamações em geral, tumores, envenenamentos, eficiente na leucemia, doença de Addison, diabete insipidus, melhora a compleição, o cabelo e a visão, no cancro da mama, dissolve todo o tipo de muco, melhora a voz, indicado para alergias alimentares.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: abscessos, carbúnculos, eczema, em feridas e furúnculos.
Cabeça e face: conjuntivite, rouquidão.
Cavidade bucal: inflamações da boca, impede desenvolvimento de bactérias e tártaro nos dentes, mau hálito, gengivite.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 16 – Ervas que corrigem deficiências (deficiência do Qi).

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:

Veja Ayurveda e Medicina Tradicional Chinesa.

Indicações energéticas ou mágicas:

Utilizada em feitiços para o amor, juntamente com outras ervas.

Nome Conhecido:

Alcaçuz-da-terra, Alcaçuz-do-cerrado, Raiz-doce, Cipó-em-pau-doce, Alcaçuz-do-brasil, Uruçuhuê, Regoliz, Alcaçuz-glabro, Glicirriza, Madeira-doce, Pau-doce (português), Reagliz, Regaliza, Regoloiz, Licorice root (inglês), Yashtimadhu, Mudhu (sânscrito) e Gan cao (chinês).

Família:

Fabaceae

Sabor:

Doce, amargo e neutro.

Propriedades medicinais gerais:

Anti-histamínico, antiulcerativo, anti-inflamatório, antitóxico, emoliente, depurativo, antitussígeno, béquico, tônico, antimicrobiano, antioxidante, antisséptico, antitumoral, aromático, diurético, expectorante, laxante suave, antifúngico, antibacteriano, calmante, harmonizador, demulcente, refrescante, antiespasmódico, digestivo, cicatrizante, emético (em doses elevadas), antineoplásico, cardiotônico, antibiótico, antidepressivo.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:

Nas afecções pulmonares (tosses, bronquite catarral, rouquidão).

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

Evite esta erva na gravidez, na lactação, em crianças pequenas, em pessoas anêmicas, nos hipertensos, pessoas com glaucoma e com doenças cardíacas, em mulheres que fazem uso de contraceptivo ou que fazem reposição hormonal. Evitar uso na osteoporose e na hiperglicemia.
O uso externo não demonstra efeito colateral de acordo com literatura consultada.
A erva é incompatível com Radix Euphorbiae seu knoxiae, Flos Daphnes genkwa, Herba Sargassi, Radix Polygalae tenuifoliae.
Pessoas com taquicardia ou usuários de medicamentos à base de digoxina (como Lanoxin) devem evitar o alcaçuz. É contraindicada para diabéticos.
O Alcaçuz interfere na absorção do cálcio e do potássio e por isso deve ser evitado ou consumido com cuidado por pessoas com osteoporose. A decocção da erva em leite diminui os efeitos negativos para os portadores de osteoporose.
Pode promover aumento do líquido entorno do coração e, assim interferir na pressão sanguínea. Esse efeito também é minimizado pela decocção da erva em leite.
Quando utilizada em grandes quantidades ou durante muito tempo (mais de 3 meses seguidos), pode produzir sintomas de hiperaldosteronismo, retenção de líquidos (edemas) nas articulações (principalmente tornozelos) ou no rosto, enjoos e dor de cabeça, cãibras musculares, hipertensão, perda de potássio, retenção de sódio, dores abdominais, dor de cabeça e deficiência respiratória.

Interações medicamentosas:

Não há relatos na literatura consultada.

Toxicidade:

Planta considerada atóxica.

Uso culinário e nutritivo:

Na culinária, pode ser utilizado na confecção de bolos, doces, sorvetes, cervejas e vinhos. A planta é um adoçante natural que pode ser consumido seguramente pela maioria dos diabéticos, contanto que nenhum outro adoçante seja acrescentado. Além disso, tem a capacidade de adoçar, cinquenta vezes maior, do que a do açúcar.

Sistemas Florais:

Florais de Minas – um dos componentes do fitofloral Hormina que atua no sistema glandular e é utilizado para a integração dos sistemas energético e glandular feminino, ajudando nas funções metabólicas e na regulação hormonal. Contribui para a harmonização das glândulas femininas, sendo um preventivo contra distúrbios menstruais (TPM, irregularidades no ciclo, etc.) e da menopausa (fogachos, irritabilidade, etc.).

Medicina Chinesa (MTC):

Tonifica o Qi do corpo e, em especial, o Qi do Baço. Umedece os Pulmões e pára a tosse, elimina calor e toxinas (com a raiz crua) e drena o fogo. Age como harmonizar de fórmulas fitoterápicas e antídoto contra várias substâncias para uso interno e tópico. Usada em padrões de calor ou frio nos Pulmões, no vazio (deficiência) do sangue e ascende o Yang. Também para vazio (deficiência) do Qi do Estômago, vazio do Yang do Baço, vazio do Yang do Rim, secura e mucosidades do Pulmão e para casos de fogo tóxico. Tonifica coração e lubrifica os pulmões.
A forma preparada da erva se chama Zhi Gan Cao (e tonifica o Qi) e a forma crua chama-se Shen Gan Cao (que elimina calor e toxinas). A erva modera a ação fria ou quente das ervas e atua em todos os canais de energia.

Ayurveda:

O alcaçuz reduz Vata e Pitta e agrava Kapha. É uma erva sátvica que promove contentamento e a harmonia.
Seu nome em sânscrito é Yasthimadhu, que significa bastãozinho doce.
O Alcaçuz é predominantemente doce e amargo e tem um efeito refrescante. Embora, pelo seu sabor adocicado e propriedade refrescante, talvez não se perceba o seu valor em situações Kapha, como na congestão do trato respiratório superior, a sua propriedade de libertar e eliminar muco supera o seu potencial de aumentar efeitos Kapha. A sua forte propriedade tende para Vata, enquanto a sua influência refrescante torna o alcaçuz especialmente útil para equilibrar um Pitta agravado.
Erva extremamente sátvica que promove o contentamento e a harmonia mental. Utilizar na forma de Ghee medicado para evitar agravar Pitta.
A erva tem atuação em todos os tecidos (dhatus), mais especialmente nos tecidos digestivo, excretor, nervoso, reprodutivo e respiratório.
Usar com atenção em casos de excesso de Kapha, como obesidade e edemas.
Sua virya é fria, vipaka é doce e sua rasa é doce e amargo.

O que diz a ciência:

O Instituto Nacional do Câncer nos Estados Unidos realizou estudos onde se comprovou a ação antitumoral do extrato da raiz do alcaçuz nos seguintes tipos de câncer humanos: próstata, mama, leucemia, cólon, gástrico, endometrial, hepático, pulmonar, epidérmico e renal.ki-2002).

Astrologia:

Planta regida pelo planeta Mercúrio.

Habitat:

Cada região do planeta apresenta sua variedade de Alcaçuz. A planta é nativa da Europa e Ásia e aparece também no Iraque. Há uma planta brasileira da família Leguminosae, a Periandra dulcis,M. também chamada de Alcaçuz ou Urucu-huê, que tem as mesmas propriedades da Glycyrrhiza glabra, tendo o princípio amargo e acre das raízes mais pronunciadas e o mesmo sabor doce.

Descrição da planta:

O alcaçuz é uma planta arbustiva, perene, com altura entre 0,5 e 1,5m. Com caule ereto, forte e oco, com estrias longitudinais. Está aclimatada no Brasil e tem folhas esparsas pecioladas, compostas, imparipinadas com 9 a 15 folíolos, ovais ou oblongos, sendo que o da extremidade possui formato irregular na mesma planta. Na face inferior dos folíolos, observam-se pelos verdes que secretam um líquido viscoso. Das axilas, onde os pecíolos se fixam no caule, partem longos pedúnculos que terminam em flores azuis-claras ou lilás, reunidas em cachos cilíndricos, cálice glanduloso, corola papilionácea, quilha aguda, dez estames dos quais nove soldados e um liberto e estigma oblíquo. Seu fruto é uma vagem comprida e achatada com seis ou cinco sementes de cor castanha. As raízes são fortes, volumosas e cilíndricas, variando de 15 a 100 cm e diâmetro de 4 a 5 cm. de cor amarela, flexíveis e adocicados. Os estolhos se desenvolvem horizontalmente e a pouca profundidade.

Vamos plantar?:

O plantio da planta é feito no início do período chuvoso. É importante controlar as ervas daninhas. A irrigação deve ser feita de acordo com as necessidades das plantas, pois o solo muito úmido ou muito seco danifica seriamente a cultura. Recomenda-se fazer adubação de cobertura, após a poda, a partir do segundo ano, de preferência com esterco de aves ou outro adubo orgânico. Plantas eventualmente doentes devem ser arrancadas e queimadas. Combater os pulgões que, em excesso, paralisam o desenvolvimento da planta. No primeiro e no segundo ano, eliminar os ramos secos e doentes. O solo ideal deve ter pH = 6,0. O espaçamento ideal entre as plantas deve ser de 20x20cm. A adubação deve ser de 5l/m², de esterco bovino curtido.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.florais.com.br/si/site/1215?idioma=portugues • http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/10298 • http://www.homeopatiaecia.com.br/site/artigos/Alcauz-Glycyrrhiza-glabra.html • http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/alcacuz.html • http://erickschulz.blogspot.com/2010/02/alcacuz-glycyrrhiza-glabra-l.html • http://luzcardoso.blogspot.com/2008/08/alcauz-glycyrrhiza-glabra.html • http://acupuntura.blogas-pt.com/radix-glycyrrhizae-uralensis-gan-cao/ • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • Medicina ayurvédica para a mulher – Atreya – Ed. Pensamento • Apostila de Fitoterapia Chinesa 2 – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – Ed. EPUB • The Ayurveda Encyclopedia – Swami Sadashiva Tirtha • Manual de Fitoterápia Chinesa e Plantas Brasileiras – Mary Lannes Salles Leite – Icone Editora • O Livro Completo das Ervas
Editora Seleções Readers Digest • Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras – Alex Botsaris – Editora Ícone • Curas Herbais Chinesas – Henry C. Lu – Editora Roca • Yoga of Herbs – Dr. David Frawlwy and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • Ayurveda – A ciência da longa vida – Dr. Edson D´Angelo e Janner Rangel Côrtes – Madras • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF •